Bom dia! Seguem as notícias e análises macro. Desejo a todos um ótimo dia e ótimos negócios.
1- Bolsas globais
S&P subiu 0,38% e Nasdaq 0,62% ontem.
Futuros de NY caem puxados pela Nasdaq. Apesar dos ótimos resultados da ASML ontem e TSMC hoje, os investidores querem mais comprovações que os lucros possam justificar novos avanços nãos preços das ações de tecnologia.
2- Treasuries e juros globais
Juros das Treasuries caem e são negociados a 4,58%.
Os dados de inflação mais fracos reduziram as apostas de alta de juros pelo Fed. As chances de alta dos juros em setembro e outubro, entre o período eleitoral brasileiro, está acima de 60%, porém o mercado somente considera 100% de chance de uma alta em dezembro. Pela curva de juros hoje, uma segunda alta pode ocorrer em 2027, mas está no “cara ou coroa”.
3- Tarifas americanas
Os EUA anunciaram ontem tarifa de 25% a partir de 22 de julho contra produtos brasileiros.
A lista de exceções cresceu e conta com centenas de itens como terras-raras, suco de laranja, carne, café, aviões, peças para aviões, ferro-gusa, café solúvel, mel e medicamentos. A indústria foi muito prejudicada, com a inclusão de máquinas agrícolas e industriais, calçados, equipamentos elétricos entre outros. A Amcham Brasil estima que o tarifaço afetará U$11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio, algo em torno de 25% de tudo o que se exporta para os EUA.
O governo brasileiro classificou a decisão como “lastimável” e “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade”. O governo afirmou que buscará aumentar as parcerias com outros países e dar continuidade ao Plano Brasil Soberano para mitigar os efeitos econômicos adversos para as empresas.
4- Juros futuros
As opções do Copom para a taxa Selic para a reunião de 05 de agosto indicam que há 16% de chances de manutenção dos juros e 84% de chances de corte de 0,25%.
As opções do Copom para a taxa Selic para a reunião de 16 de setembro indicam que há 37% de chances de manutenção dos juros, 53% de chances de corte de 0,25% e 8% de chance de corte de 0,50%.
Hoje, mais um dado fraco de atividade, as vendas no varejo decepcionaram e vieram muito abaixo do previsto. Lembramos que no final de março alertamos que a economia iria desacelerar, é o que estamos vendo.






