CAMINHONEIROS E JUROS PRESSIONAM GOVERNO – MC 18/03/26
Por Anderson Nunes – Analista Político
A iminência de uma paralisação nacional de caminhoneiros e as incertezas sobre o corte da taxa Selic elevam a tensão fiscal e monetária em um dia de decisões para o Brasil e os Estados Unidos.
O FATOR CAMINHONEIROS
A insatisfação com o preço do diesel motivou lideranças a planejar bloqueios em rodovias e portos a partir deste final de semana. O movimento resgata o trauma de 2018 e obriga o governo a discutir reduções de impostos às pressas para evitar um colapso no abastecimento e nova pressão sobre o IPCA.
DILEMA DO BANCO CENTRAL
O conflito no Irã gera insegurança global e ameaça o controle da inflação através da alta nos preços do petróleo. Henrique Meirelles alerta que o BC enfrenta um cenário de indefinição extrema para decidir a nova taxa Selic hoje.
COPOM SOB PRESSÃO
O Banco Central enfrenta o dilema de reduzir a Selic em meio ao choque do petróleo e à nova ameaça logística nacional. Enquanto o mercado se divide entre um corte de 0,25% ou 0,50% ou pela manutenção da taxa atual em 15%. A credibilidade da autoridade monetária depende de uma comunicação firme para evitar o descontrole das expectativas inflacionárias.
CUSTO DE VIDA EM ALTA
A conta de luz deve subir 8% em 2026, pressionando o orçamento das famílias. Esse aumento decorre principalmente da Conta de Desenvolvimento Energético, que atinge o montante de R$ 52,7 bilhões.
TRABALHO DO TESOURO
O Tesouro Nacional realizou a maior recompra de títulos da história para estancar o pânico na curva de juros futura provocado pelo cenário externo. Essa intervenção bilionária foi essencial para garantir a liquidez do mercado brasileiro diante da fuga de risco e do estresse nos ativos públicos.
FED EM ESPERA
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (FED) deve manter os juros inalterados enquanto monitora os impactos globais do conflito no Irã. O foco total recai sobre o discurso de Jerome Powell, que definirá se o ciclo de relaxamento monetário começa em setembro ou dezembro conforme a resiliência da economia americana.
GUERRA E PETRÓLEO
O mercado de energia opera sob volatilidade após a morte de Ali Larijani e a recusa iraniana em negociar um cessar-fogo com Washington. Apesar do rali, o acordo para exportação via Turquia oferece um alívio temporário à oferta global enquanto as potências ocidentais hesitam em escoltar navios no Estreito de Ormuz.
RADAR CORPORATIVO
- O setor de capitais projeta o fim de um jejum de quatro anos com a expectativa de novas aberturas de capital na bolsa brasileira.
- O setor de transportes aguarda medidas do governo para fiscalizar o piso mínimo do frete e conter a insatisfação dos motoristas autônomos.
- Petrobras: Manteve política de preços apesar da pressão do diesel e enfrenta novo revés judicial na licença ambiental da Foz do Amazonas.
- Weg: Anunciou o pagamento de R$ 420,1 milhões em Juros sobre Capital Próprio para acionistas posicionados até 20 de março.
- Klabin: Teve nota de crédito máxima reafirmada pela Moody’s e iniciou o resgate antecipado de títulos verdes com vencimento em 2027.
O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.





