CONFLITO NO IRÃ E INFLAÇÃO NO BRASIL – MC 02/03/26
Por Anderson Nunes – Analista Político.
A ofensiva militar contra o Irã e o repique inflacionário no Brasil redesenham o cenário de risco global e ameaçam o ritmo de queda dos juros.
ESCALADA DE TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO REFORMULA GEOPOLÍTICA
Israel executou ataques diretos contra alvos militares no Irã em resposta a agressões anteriores, provocando reações imediatas e divergentes entre as potências globais. Enquanto nações ocidentais defendem o direito de autodefesa israelense, o bloco liderado por Rússia e China condena a ofensiva e alerta para o risco de uma guerra regional descontrolada.
O POSICIONAMENTO DAS POTÊNCIAS E O RISCO DE ISOLAMENTO
Os Estados Unidos e o Reino Unido reforçaram o apoio estratégico a Israel, mas apelam pela contenção para evitar que o preço do petróleo dispare e desestabilize a economia mundial. Em contrapartida, países árabes e vizinhos regionais demonstram preocupação com a violação da soberania iraniana, o que pode dificultar futuras negociações de paz e acordos comerciais na região.
IMPACTOS IMEDIATOS NOS MERCADOS FINANCEIROS
Investidores monitoram de perto a segurança das rotas de suprimento de combustível no Estreito de Ormuz, temendo interrupções que podem pressionar a inflação global. A aversão ao risco domina as bolsas, impulsionando ativos de segurança como o dólar e o ouro enquanto a incerteza sobre a resposta de Teerã permanece no radar.
TRUMP E A TROCA DE REGIME
O presidente Donald Trump afirmou que a ofensiva militar seguirá com força total até que os objetivos estratégicos sejam atingidos. O governo norte-americano sinaliza abertamente o suporte para uma mudança de poder em Teerã após a neutralização do comando militar iraniano.
RISCO NA SELIC
A aceleração inesperada do IPCA-15 para 0,84% em fevereiro esvaziou o otimismo do mercado financeiro doméstico. Investidores agora reduzem as apostas em cortes agressivos da Selic diante da resiliência da inflação de serviços.
AGENDA ECONÔMICA
O mercado aguarda o relatório de emprego Payroll nos Estados Unidos e os dados do PIB no Brasil para calibrar as expectativas de crescimento.
TENSÃO ENTRE PODERES
O embate entre o Senado e o STF ganha força com a contestação de decisões que anularam quebras de sigilo em investigações.
PRESSÃO POPULAR SOBRE O SUPREMO E O EXECUTIVO
Manifestantes lotaram a Avenida Paulista para protestar contra o presidente Lula e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, evidenciando a profunda polarização política no país. O movimento busca pautar a opinião pública sobre o equilíbrio entre os poderes e questiona decisões recentes da Suprema Corte que impactam o cenário eleitoral e institucional.
O PESO POLÍTICO DA MOBILIZAÇÃO PARA 2024 E 2026
A magnitude do evento serve como termômetro para a capacidade de articulação da oposição e reforça o capital político de lideranças conservadoras antes das eleições. Analistas observam que a coesão desse grupo mantém o governo em estado de alerta, exigindo maior habilidade política para avançar com a agenda legislativa em Brasília.
RADAR CORPORATIVO
- Petrobras: Elevou o preço do querosene de aviação em 9,4% e divulga balanço do quarto trimestre nesta quinta-feira com expectativa de lucro bilionário.
- Stone e Totvs: Concluíram a venda da Linx por R$ 3,05 bilhões após o aval definitivo das autoridades reguladoras.
- Braskem: Reportou queda de 13% nas vendas de químicos no último trimestre de 2025, refletindo menor atividade industrial.
- Pague Menos: Registrou lucro líquido de R$ 129,3 milhões, quase o dobro do período anterior, impulsionado por ganhos de eficiência.
- CSN: Negocia a captação de US$ 1,5 bilhão via empréstimo internacional para reforçar o caixa e quitar dívidas de curto prazo.
- Gerdau: Teve a recomendação rebaixada para neutro pelo Itaú BBA em função de um cenário mais desafiador para o setor de aço.
O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.





