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CONGRESSO NEGOCIA DESONERAÇÃO POR REDUÇÃO DE JORNADA – MC 24/02/

CONGRESSO NEGOCIA DESONERAÇÃO POR REDUÇÃO DE JORNADA – MC 24/02/26

Por Anderson Nunes – Analista Político.

O Congresso Nacional articula a volta da desoneração da folha de pagamentos como moeda de troca para viabilizar a redução da jornada de trabalho. 

ACORDO PELA JORNADA

Líderes partidários defendem que novas desonerações compensem o aumento de custos gerado pela possível mudança na carga horária semanal. O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força após o apoio direto do governo federal e seu interesse na aprovação do tema em ano eleitoral, considerando ser uma pauta sensível ao eleitor do Lula.

PRODUTIVIDADE EM RISCO

Especialistas alertam que a alteração da jornada para 40 horas semanais impactaria 90% dos trabalhadores do setor de comércio e serviços. A baixa produtividade da economia brasileira continua sendo o principal obstáculo para a implementação da medida sem gerar inflação. 

STF E ARRECADAÇÃO

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta semana o julgamento sobre a validade da lei que prorrogou a desoneração de 17 setores em 2023. O relator Cristiano Zanin votou pela derrubada da norma por falta de compensação orçamentária para a perda de receitas. 

JUDICIÁRIO E PRIVILÉGIOS

O ministro Gilmar Mendes proibiu pagamentos acima do teto constitucional e deu prazo de 60 dias para o fim de benefícios extras a juízes e promotores e condicionou que pagamento indenizatório somente poderá ser realizado caso esteja prevista em lei aprovada pelo Congresso Nacional. A decisão moraliza as contas públicas e reduz a pressão sobre os gastos obrigatórios do Estado e ajuda a melhorar a imagem do STF perante a população brasileira.

OAB CONTRA INQUÉRITO

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou formalmente ao ministro e presidente do STF, Edson Fachin, o encerramento do inquérito das fake news. A investigação sobre ataques ao Judiciário e notícias fraudulentas completa sete anos sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. 

TARIFAS E CAOS COMERCIAL

O presidente dos EUA, Donald Trump, ignora o Congresso e utiliza leis de segurança nacional para impor taxas de 15% sobre importações globais. O movimento isola Washington, congela acordos comerciais com a Europa e eleva o risco de uma inflação persistente nos Estados Unidos.

CHINA E COMMODITIES

Pequim retoma as compras de minério de ferro após o feriado lunar e mantém as taxas de juros inalteradas para sustentar sua economia. A demanda chinesa serve como um escudo essencial para as empresas brasileiras de commodities e para o desempenho do Ibovespa.

RADAR CORPORATIVO

  1. A Câmara dos Deputados inicia discussões sobre o processo de capitalização do BRB para fortalecer o banco regional. 
  2. O governo do Distrito Federal enfrenta questionamentos sobre a compra do Banco Master mesmo após alertas de risco. 
  3. Tensões comerciais causadas por barreiras tarifárias afetam o fluxo bilateral com os Estados Unidos e favorecem a China. 
  4. GERDAU: Reportou prejuízo líquido de R$ 1,29 bilhão no último trimestre e frustrou as expectativas de lucro. Consequência: As ações devem sofrer forte pressão vendedora refletindo o desempenho negativo dos papéis no exterior.
  5. VALE: O CEO anunciou planos de investir US$ 3,5 bilhões para dobrar a produção de cobre em Carajás até 2035. Consequência: O foco em metais estratégicos para a transição energética melhora a percepção de valor da companhia a longo prazo.
  6. BTG PACTUAL: O banco adquiriu participações no Banamex e na Tecnisa, além de ampliar sua exposição na Cosan Dez. Consequência: As movimentações consolidam o banco como um player agressivo na aquisição de ativos estratégicos.
  7. AZUL E GOL: A Azul tenta evitar o grupamento de ações enquanto a Gol avança nas etapas finais para o fechamento de capital. Consequência: A reestruturação do setor aéreo permanece como um ponto de risco elevado para o investidor.
  8. WHIRLPOOL: A dona da Brastemp anunciou venda de ações para pagar dívidas e viu seus papéis derreterem 8% em Nova York. Consequência: O mercado pune a diluição dos acionistas e sinaliza preocupação com a liquidez da empresa.

O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.

Contribuidor

Escrito por Anderson Nunes

Especialista em análise política. Há mais de 7 anos operando no mercado financeiro, com formação em engenharia e em gestão pública. Investidor com grande experiência em opções e conhecedor do cenário político brasileiro e sua influência sobre o mercado financeiro. Comando diariamente o programa Canal Auxiliando no YouTube passando um overview do mercado, traduzindo as complexidades das informações de Brasília em análises precisas e diretas, que podem ser utilizadas nas decisões de investimentos

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