GASTOS RECORDES NA CÂMARA E TENSÃO NOS TRÊS ANOS DO 8 DE JANEIRO – MC 08/01/26
Por Anderson Nunes – Analista Político
O Brasil relembra os atos de 8 de janeiro em meio a recordes de gastos publicitários na Câmara e novas frentes de investigação contra o filho do presidente Lula.
PUBLICIDADE PARLAMENTAR FORA DE CONTROLE
A Câmara dos Deputados atingiu R$ 301,9 milhões em gastos com propaganda entre 2023 e 2025, um salto real de 38% em relação à legislatura anterior. Esse volume financeiro agora consome 41% de toda a cota parlamentar e apresenta sérias falhas de fiscalização, com notas fiscais preenchidas manualmente no sistema.
TRÊS ANOS DOS ATOS DE JANEIRO E AUSÊNCIA DO LEGISLATIVO
O Supremo Tribunal Federal soma 810 condenações pelos atos de 2023, mas as comemorações de três anos da data ocorrem sob boicote das lideranças do Congresso. A ausência de figuras como Hugo Motta e Davi Alcolumbre sinaliza uma crise aberta com o Planalto devido ao impasse sobre o projeto que reduz penas dos envolvidos nas invasões. O presidente Lula aproveitará a cerimonia para vetar o projeto da dosimetria.
ATAQUES AO BANCO CENTRAL
A Polícia Federal investiga 46 perfis acusados de receber pagamentos para atacar o Banco Central e defender o Banco Master. A campanha de difamação digital eleva a percepção de risco e ameaça a estabilidade da autoridade monetária.
CONFLITO ENTRE BC E TCU
A disputa pelo caso Master gera insegurança jurídica e afasta investidores estrangeiros que temem a perda de independência do Banco Central. O possível recuo do ministro Jhonatan de Jesus em relação à inspeção imediata pode trazer um alívio temporário às tensões.
ATIVIDADE ECONÔMICA E SELIC
A produção industrial de novembro deve registrar estagnação e reforçar o cenário de fraqueza da economia doméstica. Esse dado é fundamental para consolidar as apostas de um corte na taxa Selic a partir de março.
POLITIZAÇÃO NA CVM
A indicação de Otto Lobo para a presidência da CVM é vista como uma moeda de troca política envolvendo o governo e o Judiciário. A resistência do Ministério da Fazenda ao nome reforça o temor de que critérios técnicos sejam substituídos por interesses partidários.
INVESTIGAÇÃO SOBRE REPASSES A LULINHA
A Polícia Federal analisa indícios de pagamentos de R$ 300 mil feitos por um empresário ligado ao INSS para Fábio Luís Lula da Silva. A oposição articula a convocação do filho do presidente na volta do recesso para desgastar a imagem ética do governo federal.
MORAES ENQUADRA CONSELHO DE MEDICINA
O ministro Alexandre de Moraes anulou a investigação do CFM sobre a assistência médica a Jair Bolsonaro e determinou que o presidente do órgão explique a conduta à PF. A medida amplia a percepção de interferência direta do Supremo em questões corporativas e médicas, inflamando o debate sobre a autonomia profissional.
ESTRATÉGIA AMERICANA PARA A VENEZUELA
Washington estruturou um plano de três etapas para intervir no mercado venezuelano e garantir acesso privilegiado a empresas ocidentais após a queda do atual regime. O projeto inclui a apreensão de petroleiros e a imposição de que o petróleo local seja trocado apenas por produtos fabricados nos Estados Unidos.
RADAR CORPORATIVO
- O WhatsApp lançou etiquetas para membros de grupos e lembretes de eventos para otimizar a organização dos usuários.
- A Warner Bros. Discovery rejeitou uma nova oferta de compra da Paramount por considerar o endividamento do negócio um risco excessivo aos acionistas.
- O Spotify flexibilizou as regras de monetização para podcasts, reduzindo drasticamente os requisitos de ouvintes e horas consumidas para acesso a pagamentos.
- PETZ: A XP reduziu drasticamente sua participação para 1,62%, sinalizando uma mudança relevante na estratégia de investimento na varejista.
- ESPAÇOLASER: A B3 notificou a empresa para reenquadrar o valor de suas ações acima de R$ 1,00 para evitar sanções de listagem.
- EDP BRASIL: A bolsa aprovou o cancelamento voluntário de listagem da companhia, que deixa de ser negociada publicamente.
- COGNA: O papel registrou forte alta após o JPMorgan elevar a recomendação para compra com base em uma visão técnica otimista.
- PETROBRAS: A empresa ignorou a queda do barril de petróleo e fechou em alta, garantindo suporte ao índice Ibovespa.
O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.






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