Nos textos anteriores falamos da base da Performance Relativa e, obviamente, da sua importância no mercado.
Um ponto ainda pouco explorado é a relação dela com o intraday.
Sabemos que o intraday é uma das formas mais complexas de operar. O fluxo de informações muda rápido, as variáveis se alteram o tempo todo e o risco se reorganiza em questão de minutos.
A experiência me ensinou uma coisa muito clara:
avaliar a relação dos ativos com as métricas de risco é essencial.
E reparem bem em uma palavra-chave: relação.
Essa é a essência da performance relativa.
No gráfico, observamos a relação entre as métricas de risco (em fúcsia) contra o índice e alguns papéis.
Aqui, não importa a amplitude do movimento, mas sim a sensibilidade dessa relação.
O índice (em branco) despenca exatamente no momento em que o risco “abre”.
Isso é performance relativa na prática.
Mesmo os ativos que vinham performando melhor acabam sendo contaminados quando o risco sobe.
Risco sobe = book seca.
Claro, isso precisa estar alinhado com entradas técnicas e leitura de fluxo.
Mas ignorar a relação é um erro.
Quem faz preço no mercado, grandes fundos, principalmente, nunca está posicionado em um único ativo.
O trade deles é sempre relativo: custo de oportunidade versus assimetria.
Ao analisar a relação entre preço e métricas de risco, conseguimos medir o quão exposta, ou frágil, está a nossa posição naquele momento.
Sinceramente, isso é essencial no mercado.
Espero que gostem.
João Ascoli.






