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Relatório Macro por José Faria Jr. – 07/04/2026

Bom dia! Seguem as notícias e análises macro. Desejo a todos um ótimo dia e ótimos negócios


1- Trump
O presidente americano estabeleceu até 21h (Brasília) o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Caso não haja acordo, Trump ameaçou bombardear estruturas de energia do Irã, afirmando que poderia eliminar o país islâmico em uma noite.

Nesta manhã, a ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã, foi bombardeada por EUA e Israel.

A Guarda Revolucionária do Irã alertou que infraestruturas dos EUA e de países parceiros serão alvos de ataques e ameaçou interromper o fornecimento regional de petróleo e gás por anos.


2- Análise Macro: Payroll de março (EUA)
O dado de emprego de março veio muito acima do esperado. A média móvel de três meses subiu de 3.000 para 68.000 vagas, contra projeção de 33.000.

Janeiro e março registraram cerca de 170.000 vagas criadas, enquanto fevereiro teve destruição de 133.000 vagas, influenciada por inverno rigoroso e greve no setor de saúde.

Observa-se alta volatilidade nos dados, com revisões relevantes. No geral, a média do ano está próxima do “novo normal”, entre 30.000 e 50.000 vagas por mês.

O reajuste salarial permaneceu baixo e a taxa de desemprego caiu. Em meio ao cenário de guerra, o Fed não tem motivos para cortar juros no curto prazo.


3- PMI Consolidado Brasil
No relatório anterior, foi indicado que o melhor momento da recuperação econômica já havia passado.

Em ano eleitoral, o governo tende a estimular a economia (programas como Desenrola e crédito via BNDES) e conter pressões inflacionárias (subsídios a combustíveis, Petrobras evitando reajustes e negociações para conter tarifas de energia).

Entretanto, quanto maior o estímulo e o represamento de preços, maior tende a ser a desancoragem das expectativas de inflação:

  • BC (Relatório de Política Monetária): IPCA de 3,3% em 2027
  • Focus (economistas): 3,85%
  • Curva de juros (mercado): 5,5%

A alta do petróleo impacta fortemente o agro:

  • Soja, milho e açúcar (commodities energéticas)
  • Ração animal (impactando proteínas)
  • Algodão (via fibra sintética)

Embora o agro possa se beneficiar em termos de preços, o custo dos fertilizantes sobe significativamente, dificultando a gestão. A expectativa é de alta na inflação de alimentos.

Nesse ambiente — com Selic elevada, incerteza sobre o ritmo de cortes (0,25% vs 0,50%), eleição presidencial e guerra —, empresas e consumidores tendem a adotar postura mais cautelosa.


4- Juros futuros
Os juros futuros subiram após o Focus elevar as projeções de IPCA para 2026 e 2027, além de discurso mais cauteloso de Gabriel Galípolo em evento na FGV.

No mercado de opções para o Copom:

  • 19% de chance de manutenção
  • 56% de chance de corte de 0,25%
  • 21% de chance de corte de 0,50%

A leitura predominante segue apontando para corte de 0,25%, embora com elevado grau de incerteza.


Contribuidor

Escrito por José R Faria Júnior

Membro contribuidor.
Área e atuação: análise macro EUA e Brasil, dólar e juros.
X e Insta : @jrfariajr
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/joseraymundodefariajunior-msc/
Possui as certificações CFP®, CNPI-P, CGA e Consultor CVM.
Sócio e analista da Wagner Investimentos.
Professor de cursos de pós-graduação e orientador de TCC da USP, Escola de Negócios e Seguros e Galícia Educação.

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