ALTA DO RISCO FISCAL E ELEIÇÕES – MC 31/08/26
Por Anderson Nunes – Analista Político
DÍVIDA PÚBLICA DISPARA E ACENDE ALERTA NO MERCADO NAS VÉSPERAS DA ELEIÇÃO
O governo quebrou o recorde de duas décadas na emissão de títulos atrelados à Selic e reacendeu o alerta sobre a saúde das contas públicas.
ALERTA FISCAL
O Tesouro Nacional despejou R$ 2,8 trilhões em papéis indexados aos juros básicos no mercado e elevou a dívida bruta para quase 82% do Produto Interno Bruto. O custo da máquina pública fica refém das oscilações da taxa Selic e desperta o grave temor de uma nova recessão econômica no país.
COMÉRCIO INTERNACIONAL
O presidente Lula ligou diretamente para o presidente dos EUA, Donald Trump, na tentativa de destravar as negociações e reverter as barreiras tarifárias impostas ao aço brasileiro. Paralelamente, a União Europeia ameaça suspender a compra de carnes nacionais sob a acusação de uso proibido de antimicrobianos nos rebanhos bovinos.
CORRIDA PRESIDENCIAL
As campanhas concentram foco e recursos nos eleitores indecisos de grandes colégios eleitorais como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os candidatos ajustam o discurso para temas práticos como segurança pública e promovem encontros com grandes empresários para garantir apoio financeiro nesta reta final.
ESCALADA MILITAR E PETRÓLEO
Ataques militares dos Estados Unidos a posições iranianas no Estreito de Ormuz reativaram os temores de interrupção no fornecimento global de energia. O risco de retaliação mantém os preços do petróleo voláteis e neutraliza o otimismo com o recente acordo firmado pelo presidente Donald Trump para produzir óleo na Venezuela.
RADAR CORPORATIVO
- Os Correios registraram prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e precisarão de um socorro federal de R$ 6 bilhões no orçamento de 2027.
- A nova bolsa de valores Base Exchange finalizou o desenvolvimento de seus sistemas e aguarda o sinal verde regulatório para operar no segundo semestre de 2027.
- A Justiça dos Estados Unidos exigiu dados detalhados sobre remessas de US$ 531 milhões enviadas pelo antigo Banco Máxima para uma corretora de criptoativos entre 2018 e 2021.
- O Brasil atrai capital expressivo de mineradoras estrangeiras para a exploração de terras raras e busca se consolidar como a principal alternativa global ao domínio chinês.
- Antigas gigantes da construção civil afetadas pela Operação Lava-Jato retornam aos leilões de infraestrutura e passam a dividir o mercado com grandes concorrentes internacionais.
- CASAS BAHIA: A Justiça concedeu suspensão de cobranças e execuções por 180 dias para proteger a liquidez da rede durante as renegociações com credores.
- SABESP: Os acionistas aprovaram a nova composição do conselho de administração com foco na manutenção das diretrizes operacionais pós-privatização.
- CEMIG: O governo mineiro indicou nova diretoria para a companhia elétrica enquanto analistas revisaram para baixo a recomendação dos papéis.
- ENEVA: O Itaú negocia a ampliação de seus aportes na subsidiária responsável pela operação dos ativos de gás e energia do Complexo Parnaíba.
- CYRELA: A TRX reabriu as tratativas para adquirir cinco empreendimentos da construtora avaliados em R$ 2,1 bilhões de reais.
- GAFISA E AGROGALAXY: Ambas as companhias adiaram a entrega dos seus demonstrativos trimestrais para atender exigências de auditorias externas.
- ARCELORMITTAL: O grupo siderúrgico aprovou aporte de 5 bilhões de reais para ampliar a produção de aços laminados na usina do Espírito Santo.
O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.





