ELEIÇÃO DITA O RITMO DO MERCADO – MC 08/10/26
Por Anderson Nunes – Analista Político
MERCADO EMBARCA NA ONDA FISCAL DE FLÁVIO BOLSONARO ENQUANTO LULA RECALCULA A ROTA
A promessa de um corte bilionário nos gastos públicos inflamou o ânimo dos investidores estrangeiros e impôs uma pressão imediata sobre o atual governo.
PACOTE FISCAL DE R$ 250 BILHÕES
A equipe de Flávio Bolsonaro planeja desvincular benefícios sociais do salário mínimo e extinguir os pisos constitucionais de saúde e educação para garantir um ajuste equivalente a 2% do PIB. A medida busca estancar a dívida pública e acalmar o mercado financeiro.
EUFORIA ESTRANGEIRA BATE RECORDE
O investidor externo injetou R$ 10,06 bilhões na bolsa brasileira logo após o primeiro turno, marcando o maior volume diário de aportes desde 2013. Esse otimismo com uma possível mudança na política fiscal derrubou o dólar para R$ 5 e levou o Ibovespa a um salto histórico de 7,7%.
REAÇÃO DO GOVERNO LULA
O Ministério da Fazenda classificou as promessas da oposição como ilusórias por não detalharem os caminhos para o almejado superávit. Paralelamente, o núcleo duro petista enfrenta cobranças internas pesadas para reposicionar a campanha e atrair eleitores de centro após o revés nas urnas.
REFORMA TRIBUTÁRIA SOB AMEAÇA
Aliados do candidato do PL sinalizam a intenção de revogar mecanismos da reforma aprovada, como o recolhimento automático de impostos (split payment).
DERROTA BILIONÁRIA NO STF
O Supremo Tribunal Federal decidiu que incentivos fiscais estaduais não compõem a base de cálculo de tributos federais. A vitória dos contribuintes impõe um impacto estimado em R$ 16,5 bilhões aos cofres da União.
RADAR CORPORATIVO
- Petrobras: A estatal dominou os leilões da ANP ao arrematar 21 blocos exploratórios e desembolsar R$ 3,2 bilhões, garantindo 90% da arrecadação total do governo no evento.
- Setor de Infraestrutura: Fusões e aquisições nas áreas de energia e infraestrutura devem dominar o mercado corporativo brasileiro e representar 60% do volume total de transações.
- Banco Master: Mensagens revelam pressão de intermediários para que o ex-ministro Guido Mantega articulasse reuniões com a Presidência da República antes da liquidação da instituição pelo Banco Central.
- Vale: Firmou termo de ajustamento de conduta de R$ 21,19 milhões de reais com o Ministério Público Federal para encerrar apurações sobre a segurança da Mina de Fábrica Nova.
- Prio: Adquiriu duas novas áreas estratégicas no leilão de partilha de petróleo, ampliando sua capacidade de extração e gerando sinergias com projetos já existentes.
- Braskem: Entrou na fase final de negociação com credores internacionais para estender prazos e reestruturar um passivo de US$ 11 bilhões de dólares.
- Anglo American: Comunicou que poderá paralisar suas operações de níquel no território brasileiro caso órgãos reguladores europeus inviabilizem a venda da unidade por US$ 500 milhões de dólares.
- B3: Teve participação acionária ampliada para mais de 10% do capital social pela gestora BlackRock.
- C&A: Teve recomendação de compra reiterada pelo banco Citi e anunciou plano de expansão física para inaugurar até 80 novas lojas até 2030.
- Carrefour Brasil: Obteve aprovação técnica sem restrições do órgão antitruste para a venda de 21 pontos comerciais ao Grupo Pereira.
- Méliuz: Informou a descontinuação das operações de compra e venda de criptomoedas para clientes de varejo em seu aplicativo, preservando apenas ativos próprios de tesouraria.
- JAC Motors: Teve o pedido de recuperação judicial apresentado pelo Grupo SHC, distribuidor oficial no país, em razão de dívidas acumuladas de R$ 239,5 milhões de reais.
O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.





