INFLAÇÃO ALTA E LULA NO CONGRESSO – MC 12/08/26
Por Anderson Nunes – Analista Político
MERCADO CAI COM PRESSÃO INFLACIONÁRIA ENQUANTO LULA COSTURA APOIO NO CONGRESSO
A resiliência da inflação brasileira reacende o alerta no Banco Central e afasta o capital estrangeiro na exata semana em que o governo intensifica suas negociações políticas no Congresso.
SINAL DE ALERTA NA ECONOMIA
A inflação surpreendeu negativamente em julho ao atingir 0,07%, validando a avaliação do Banco Central de que o consumo aquecido exige a manutenção da Selic a 14% ao ano. Este cenário doméstico restritivo afastou investidores e levou a Bolsa brasileira à sexta queda consecutiva aos 167,8 mil pontos, movimento agravado por incertezas eleitorais e pelo rebaixamento da recomendação do JPMorgan para o Brasil.
MISTÉRIO NOS JUROS BRASILEIROS
A recente ata do Copom dividiu as apostas do mercado financeiro ao não sinalizar claramente os passos da política monetária para o mês de setembro. A maioria dos analistas projeta apenas mais um corte residual na taxa básica de juros antes de uma longa pausa motivada pela piora no cenário fiscal.
LULA RECALCULA A ROTA NO CONGRESSO
O presidente intensificou as articulações com Davi Alcolumbre e Hugo Motta para acelerar a votação de pautas de forte apelo popular, como o fim da escala 6×1, antes do esvaziamento do Legislativo. A estratégia governista busca construir uma vitrine positiva para a campanha de reeleição, usando o apoio do Planalto ao comando das Casas no próximo biênio como principal moeda de troca.
MOVIMENTAÇÕES EM BRASÍLIA
O Congresso Nacional retoma as negociações da medida provisória que taxa as compras internacionais de pequeno valor para evitar a perda de sua validade. O ambiente político local ganha traços de tensão com as recentes articulações prévias para as disputas das presidências da Câmara e do Senado.
ESTRATÉGIA PETISTA NAS URNAS
A campanha presidencial adotará um modelo híbrido nos próximos meses, dividindo o tempo de Lula entre os compromissos oficiais em Brasília e agendas eleitorais nos estados. Para maximizar a competitividade nacional, o PT reduziu drasticamente o lançamento de candidaturas próprias aos Executivos estaduais em comparação com eleições anteriores, priorizando alianças que garantam palanques amplos para a chapa presidencial.
VAZAMENTOS NO BANCO CENTRAL
O diretor de Fiscalização do Banco Central revelou à Polícia Federal (PF) a ocorrência de quebras sistemáticas de sigilo nas investigações internas sobre o Banco Master. A desconfiança atingiu um nível tão crítico que forçou a cúpula da instituição a ocultar decisões estratégicas de seus próprios servidores para evitar que informações chegassem aos alvos das apurações antes da hora.
BIG TECHS E O CADE
A votação do projeto de lei que cria uma superintendência no Cade para fiscalizar as grandes plataformas digitais deve ficar apenas para o fim do ano. Parlamentares admitem abertamente o receio de aprovar a regulação durante a campanha eleitoral, temendo o impacto da narrativa propagada pelas empresas de tecnologia de que a medida configuraria censura.
RADAR CORPORATIVO
- Enel São Paulo: A Agência Nacional de Energia Elétrica rejeitou por unanimidade o recurso da distribuidora e manteve vivo o processo que pode culminar na perda do contrato de concessão no estado.
- Banco Master e BRB: O pedido de R$ 6,6 bilhões feito pelo governo do Distrito Federal para capitalizar o banco local enfrenta fortes resistências no Fundo Garantidor de Créditos. Em processo paralelo, o dono do Banco Master sinalizou às autoridades o desejo de colaborar novamente com as investigações criminais.
- Maersk e MSC: A área técnica do Cade indicou aprovação para a reorganização do Brasil Terminal Portuário em Santos, autorizando as duas gigantes globais a disputarem o leilão de contêineres Tecon Santos 10.
- A Oi adiou novamente a apresentação de seus resultados financeiros em decorrência dos impactos da sua recuperação judicial e da venda de ativos.
- A Multiplan concluiu a venda de uma fatia minoritária do ParkShoppingBarigüi por duzentos e cinquenta milhões de reais.
- A Justiça Federal determinou que as movimentações financeiras dos acionistas de referência da Americanas continuarão sob monitoramento rigoroso.
O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.





