JUROS, DÍVIDA E RECUPERAÇÃO – MC 19/08/26
Por Anderson Nunes – Analista Político
SELIC NAS ALTURAS PUNE CAIXA DAS EMPRESAS E DRENA RECURSOS DO GOVERNO
O aperto monetário prolongado asfixia o setor produtivo brasileiro e eleva o custo de financiamento do Estado para o pior patamar em dez anos.
CONTA SALGADA PARA O GOVERNO
A taxa implícita da dívida bruta escalou para 13,2% ao ano impulsionada pela Selic elevada e pelas incertezas fiscais. O avanço constante das despesas financeiras consome o orçamento público e agrava o risco de sustentabilidade econômica do país.
EXPLOSÃO DE RECUPERAÇÕES JUDICIAIS
Os pedidos de proteção contra falência saltaram quase 66% em 12 meses castigando pesadamente o agronegócio e o varejo. O crédito escasso e caro seca o capital de giro e força as companhias a renegociarem passivos para sobreviverem.
IMPOSTO SELETIVO VEM AÍ
A Fazenda definirá as alíquotas do novo tributo por Medida Provisória até o início de setembro, concentrando a carga máxima sobre cigarros e apostas. A opção pela MP evita o desgaste de votar um projeto de lei em pleno período eleitoral e assegura o início da arrecadação em janeiro de 2027.
PAUTAS DESTRAVADAS NO SENADO
O presidente da Casa liberou a tramitação da PEC da Segurança Pública, do projeto do fim da escala 6×1 e da criação da Política Nacional de Minerais Críticos. O avanço dessas pautas marca uma trégua entre Davi Alcolumbre e o Planalto após meses de paralisia legislativa.
CERCO DA PF AO ENTORNO PRESIDENCIAL
Investigadores apontam que uma lobista operava contratos no Ministério da Saúde alegando representar o filho mais velho do presidente da República. O caso acende um alerta vermelho no comitê de campanha governista e exige blindagem imediata às vésperas do período eleitoral.
PETRÓLEO EM ALTA
O aumento das tensões geopolíticas envolvendo o governo de Donald Trump e o Irã mantém o barril tipo Brent acima dos US$ 90. Esse avanço nos custos de energia prejudica o controle da inflação global e limita o espaço para estímulos econômicos.
JUROS GLOBAIS DISPARAM
As taxas de longo prazo atingiram níveis recordes nas principais potências devido ao forte déficit governamental. Essa fuga de capital afeta diretamente o financiamento de novas tecnologias e reduz a atratividade das bolsas mundiais.
RADAR CORPORATIVO
- Banco do Brasil: O esgotamento da renda das famílias fez a inadimplência no cartão de crédito saltar de 7,12% para 14,58% em apenas três meses.
- Banco Master: A Comissão de Valores Mobiliários agendou para 8 de setembro o julgamento de executivos da instituição por suspeitas de fraudes no mercado de capitais.
- Petrobras: A confirmação de indícios de petróleo no Amapá fortalece as reservas nacionais e impulsiona o discurso eleitoral do governo na região.
- Vale: A mineradora apresentou um pacote de expansão com a promessa de gerar mais de dois milhões de empregos como resposta direta às pressões políticas do Executivo.
- JBS: tenta adquirir a totalidade das ações da Pilgrim’s em uma operação focada no ganho de escala e na redução de custos.
- Braskem recebe fôlego adicional após a autorização judicial para um novo empréstimo no exterior destinado à sua parceira mexicana.
- Itaú consegue sinal verde preliminar do regulador financeiro americano para operar um novo banco nos Estados Unidos.
- Trump suspende temporariamente tarifas sobre produtos do Canadá em uma tentativa de reverter retaliações comerciais prévias.
O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.





