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SMALL CAPS: CHEGOU A HORA DAS PEQUENAS? O QUE O GRÁFICO MOSTRA?

Olá, clube.

Há precisamente 2 semanas comecei a perceber uma performance relativa mais forte de alguns setores sensíveis a juros, especialmente no setor de imob.

Isso levantou a minha orelha e passei a acompanhar mais de perto essa classe de ativos.

Com isso, trago agora um estudo técnico (gráfico) mais amplo da cesta de ações que englobam esses ativos mais ligados ao ciclo de juros, nosso querido SMAL11.

O objetivo aqui é através do estudo do basket (cesta) identificar tecnicamente se o gráfico demonstra algum sinal de força desta classe de ativos.

A partir disso, o conselho é cada um fazer um stock picking (escolha das ações) para surfar eventual tendência de subida mais forte.

Não querendo seguir o caminho do stock picking, pode-se se expor através do smal11, porém saiba que dentro dele tem muita empresa porcaria!

Além disso, importante salientar que a visão aqui é para um trade de mais longo prazo e que a volatilidade desse setor é muito grande!!! 

1 – Gráfico Mensal: 

O estudo parte do movimento feito desde o TOPO PRÉ COVID (147,67) até seu FUNDO PÓS COVID (64,60), demonstrado pela retração de Fibonacci desenhada em azul no gráfico acima.

Pontos técnicos a se destacar nesse gráfico:

– Volta em V depois de bater no fundo pós covid (64,60);

-Rompimento de topo que falhou após a volta em V (sinalizado no gráfico pela bola amarela/seta amarela) ao deixar uma Lápide e depois confirmar essa lápide com uma estrela cadente;

-Depois de falhar o rompimento de topo, queda forte até a retração de 61,8% da subida da segunda perna do V (região dos 88,60 – no gráfico a retração aparece como 38,2% por um motivo técnico que não cabe aqui explicar para não confundir vocês). Ali smal11 fez o que seria o FUNDO 1;

– A partir desse momento (fundo 1), smal11 começou a trabalhar em uma dinâmica de LATERALIDADE/RETANGULO, com suporte/fundo na região dos 83/84 (onde fez o fundo 1 e fundo 2) e resistência na região dos 113/117 (onde fez topo);

– Fez o rompimento dessa lateralidade/retângulo no último mês de JANEIRO/2026, através da ATIVAÇÃO DE UM FUNDO DUPLO;

-Esse rompimento feito no último mês de janeiro/2026 teve o MAIOR VOLUME MENSAL DESDE AGOSTO DE 2024. 

Portanto, tecnicamente resumindo, o que vejo no gráfico mensal de smal11 é um ativo que apresentou uma pernada de baixa (após a volta em V da covid); lateralizou e, agora, sinaliza uma saída/rompimento para cima, indicando maior probabilidade de movimento direcional rumo ao topo do fibo azul (região do topo pré covid – 147/150).

O rompimento aconteceu acompanhado de ALTO VOLUME!

 OBS: Fibo verde é a projeção do fundo duplo.

2 – Gráfico Semanal:  

a) Gráfico afastado (visão da floresta): 

No gráfico afastado, quando damos um zoom out, fica claro:

– Na seta vermelha, a queda forte após a falha de rompimento de topo na volta em V;

-Após finalizar a pernada de queda, smal11 lateraliza através de um retângulo (setas amarelas);

-Rompimento desse retângulo marcado pela seta verde (ocorrido neste último mês de janeiro/2026)

No próximo tópico, vamos analisar a dinâmica das médias móveis mais de perto, afinal elas são nosso GPS e nos mostram para onde o ativo está indo!!!

b) Gráfico mais próximo/ olhando as médias móveis:

Quando eu aproximo o gráfico semanal de smal11 para entender a dinâmica das médias, é importante dividir o contexto em 3 momentos:

– Pernada de descida: durante a pernada de descida ocorreu o que a análise técnica clássica chama de cruzamento da morte (primeira bola amarela). O cruzamento da morte consiste no cruzamento da média móvel de 50 períodos PARA BAIXO da média móvel de 200 períodos. É um sinal bearish (baixista) de longo prazo que, inclusive, muito gestor fundamentalista observa;

 -Lateralidade/retângulo: as médias móveis começam a perder inclinação e ficarem flats (planas), com os preços cruzando elas de cima para baixo e de baixo para cima como se ali elas não estivessem. Isso é uma das formas técnicas de se identificar mercados laterais/não direcionais. Nessa janela, importante destacar que todas as médias de curto e médio prazo (mm8; mm20 e mm50) ficaram ABAIXO da média de longo prazo (mm200) na maior parte da lateralidade. Apenas na parte final da lateralidade as medias curtas e médias cruzaram para cima da mm200, a saber:

              – mm8 cruza a mm200 para cima em junho/2025;
              – mm20 cruza a mm200 para cima em agosto/2025;
             – mm50 cruza a mm200 para cima em dezembro/2025 (cruzamento de ouro)

OBS: O cruzamento de ouro é exatamente o contrário do cruzamento da morte e é considerado um sinal bullish (altista) de longo prazo. Também muito olhado por gestores fundamentalistas.  

 -ROMPIMENTO/ATIVAÇÃO FUNDO DUPLO: todas as médias móveis encontram-se no alinhamento perfeito de subida, ou seja, a mm8 acima da mm20, a qual está acima da mm50, que por sua vez está acima da mm200. Dessa forma, temos todas as 3 tendências alinhadas (tendencia primária/longo prazo; tendencia secundaria/médio prazo; tendencia terciária/curto prazo). Obviamente, o preço acima de todas as médias.

Portanto, observando toda essa dinâmica, podemos dizer nosso GPS (as médias móveis) já nos mostram um ativo trabalhando em tendencia de alta semanal. As médias de 8 (curtíssimo prazo), 20 (curto prazo) e 50 (médio prazo) já estão com bela inclinação de subida, reforçando a força dessas tendências. A mm200 (tendência longa) está flat (plana).

OBS: Importante ressaltar também a bipolaridade da mm200. Percebam como na parte inicial da lateralidade, quando os preços trabalhavam abaixo dela, ela funcionava como resistência (círculos laranjas). Já agora na parte final da lateralidade, quando os preços rompem essa mm200 e passam a trabalhar acima dela, ela já passa a funcionar como suporte (retângulos laranjas).

3 – Gráfico semanal e diário: o que o curto prazo nos diz?

No curto prazo, smal11 fez o rompimento da lateralidade através da dinâmica de uma canal de alta (desenhado em azul) e já vai se aproximando da linha de retorno desse canal.

No último dia 27 de janeiro ela rompeu o até então último topo recente com um GAP. Deu continuidade ao movimento no candle seguinte e, depois, entrou em um período de lateralização encontrando, até agora, algum suporte justamente na região de fechamento desse GAP (linha laranja do gráfico diário).
Tem pouco mais abaixo a região do último topo rompido (120/121 – linha branca) como zona de bipolaridade/suporte. Por ali também vai chegando a mm20 ascendente do diário.

Suportes mais fortes de mais longo prazo situam-se na região da base do canal de alta (lta) e/ou na mm20 do gráfico semanal. Por ali está também a região de antigo topo da lateralidade rompida (em resumo, mais ou menos a região dos 115/120)

OBS: No semanal já está bem afastado das médias, inclusive da mais curta (mm8), o que sempre demanda atenção pois é natural, nesse cenário, haver uma maior chance de correção de volta as médias.

No diário, o preço está próximo das médias curtas (mm8/mm20), tendo nelas possíveis locais para entradas em trades mais rápidos (obviamente apresentado sinal técnico para isso).

4 – SMAL11 X IBOV:

Aqui trago uma curiosidade para entendermos como está o desempenho da smal11 se comparado ao desempenho do nosso principal basket (ibov).

O parâmetro desse estudo também têm como ponto de referência a máxima pré covid, marcada pela linha amarela no gráfico acima.

Percebam que enquanto o Ibovespa já superou a máxima pré covid em 35%, o Smal11 ainda está 19% abaixo do seu nível máximo alcançado antes da covid.

Ou seja, há um GAP de desempenho entre os dois baskets de aproximadamente 55% quando se utiliza a máxima pré covid como parâmetro.

Importante destacar a diferença gigantesca na composição desses índices, mas acho essa informação interessante.

Se essa boca de jacaré ao menos diminuir nos próximos meses, podemos ver uma smal11 outperformando ibovespa.

Para acompanhar!

Contribuidor

Escrito por Victor Franzotti Branco

Advogado de formação e Trader Profissional.
Apaixonado pelo mercado financeiro e especialista em análise técnica clássica, tendo como principal referência os ensinamentos de Martin J. Pring.

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