Bom dia! Seguem as notícias e análises macro. Desejo a todos um ótimo dia e ótimos negócios.
1- Análise Macro: CPI de maio (EUA)
O CPI e o núcleo do CPI de maio, divulgados ontem, vieram abaixo do previsto.
Shelter (moradia) subiu a metade do mês passado, que sofreu com um ajuste pontual devido à falta de dados do mês outubro de 2025 em meio ao shutdown do governo. E, o Super Core subiu apenas 0,12%, indicando que as pressões advindas da alta dos combustíveis não se alastraram.
Além disso, dois pontos ainda favoráveis para uma postura menos agressiva pelo FOMC:
1- Conforme o Payroll de sexta-feira, o reajuste dos salários continua abaixo da inflação;
2- Global Supply Chain Pressure Index, calculado pelo Fed de New York, caiu levemente em maio, o que traz um alívio de curto prazo.

Porém, a economia segue resiliente, não há solução aparente para a questão de Ormuz e a inflação flexível segue acima da inflação sticky, sinal de aceleração da inflação (gráfico do Fed de Atlanta).
Resumo: o FOMC poderá adotar uma postura neutra na reunião da próxima quarta-feira e isso devido à reação inicial dos juros dos títulos de 2 e 10 anos, que recuaram após a divulgação do CPI. Apesar desta queda nos juros, mantemos a previsão de que o FOMC adotará uma postura de aperto monetário na próxima semana ao retirar o viés de corte de juros. E mais, há risco da taxa de juros subir ou na reunião de julho ou na reunião de setembro. Manteremos nossos clientes informados caso este cenário se altere.

2- Petróleo
Petróleo cai 1,0% nesta manhã: WTI é cotado a U$89 e Brent a U$92.
Segundo o Polymarket, há 53% de chances de Trump anunciar a suspensão do bloqueio até 31 de julho. Em outra pergunta, as chances de se normalizar o tráfego no Estreito de Ormuz são de 73% até o final do ano.
3- Brasília
Senado aprovou ontem a renegociação das dívidas rurais e piso salarial para médicos e dentistas, pautas que a Fazenda discorda. Adicionalmente, a CCJ do Senado aprovou a PEC da autonomia financeira do BC, pauta apoiada por Galípolo, mas que sofre com a discordância da Fazenda. Segundo a Fatto Política, a estratégia de Alcolumbre é levar a relação com o Planalto ao limite para aumentar o seu poder de negociação em relação à PEC do fim da escala 6×1.
Gilmar Mendes divulgou texto ontem no X comentando que vê fragilidades políticas em medidas aprovadas pelo Senado. Assim, ganha força a ideia de que o governo pode judicializar temas aprovados no Congresso, mas que não concorda, entre eles, a renegociação das dívidas do agro.
CCJ da Câmara aprovou PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, apesar das críticas da base governista. A PEC vai avançar no Congresso.
4- Juros futuros
Juros futuros subiram ontem após petróleo subir com ameaça de Trump voltar a atacar o Irã.
DI-2027 fechou a 14,49% e DI-2031 a 14,82%. Juro real da NTN-B 2035 fechou a 8,06%. A curva agora projeta pausa nos cortes este ano e alta dos juros no próximo ano.
As opções do Copom para a próxima reunião indicam que há 66% de chances de manutenção dos juros (minha aposta) e 32% de chances de corte de 0,25%.






