Bom dia! Seguem as notícias e análises macro. Desejo a todos um ótimo dia e ótimos negócios.
1- Acordo entre EUA e Irã
Os EUA e o Irã devem assinar um acordo de cessar-fogo por 60 dias e que garanta a reabertura do Estreito de Ormuz à margem da reunião de cúpula do G7, que irá ocorrer entre os dias 15 a 17 de junho.
JD Vance e Steve Witkoff devem representar o governo americano. Porém, segundo a Bloomberg, Mojtaba Khamenei, Líder Supremo do Irã, ainda precisa aprovar este acordo. O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou à mídia estatal que um texto-quadro estava quase finalizado. A agência semioficial Mehr noticiou que o rascunho continha 14 disposições, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz e 60 dias de negociações sobre questões nucleares.
2- Petróleo
Petróleo cai 3,0% nesta manhã: WTI é cotado a U$84 e Brent a U$87.
Segundo o Polymarket, há 84% de chances de Trump anunciar a suspensão do bloqueio até 31 de julho. Em outra pergunta, as chances de se normalizar o tráfego no Estreito de Ormuz são de 80% até o final do ano.
Pelos estudos do meu modelo, o petróleo Brent abriu uma tendência de queda no gráfico diário, seguindo em alta no gráfico semanal.
3- Brasília
1- Segundo a Fatto Política, “os desdobramentos mais recentes da delação de Daniel Vorcaro apresentam, pela primeira vez, um potencial vetor positivo para Flávio Bolsonaro desde a divulgação dos áudios da conversa entre os dois. A possível citação de um ministro do governo e de nomes do PT baiano reduziria a percepção de associação exclusiva do caso ao entorno de Flávio, que vinha concentrando os principais desgastes relacionados ao tema. Ainda é cedo para avaliar os efeitos concretos, já que isso dependeria do andamento da delação e das investigações, mas há a expectativa, no entorno de Flávio, de que isso ajude ao menos a estabilizar parte das perdas observadas junto ao eleitorado independente, segmento que demonstra maior sensibilidade ao assunto nas pesquisas.”
2- Hugo Motta, presidente da Câmara, designou ontem Leo Prates (Republicanos-BA) para ser o relator do projeto de Lei do Executivo que extingue a jornada de trabalho 6×1. Prates foi o relator da PEC que tratou o mesmo tema. Como o projeto foi enviado em regime de urgência, e o governo se nega a alterar isso, Motta está sendo obrigado a colocar o projeto em votação para não travar a pauta da Câmara, que já não pode votar mais nenhum projeto por conta disso. Motta afirmou que o texto deste projeto será o mesmo da PEC. O objetivo do governo é forçar o Senado a votar o quanto antes o fim da escala de trabalho 6×1.
3- As pautas bombas aprovadas no Congresso devem gerar impacto superior a R$1 trilhão em 10 anos, valor acima da economia projetada pela reforma da Previdência para o mesmo período.
4- Lula gasta R$200 bilhões em pacotes de bondades que estão fora do arcabouço. Por isso insistimos desde o lançamento deste instrumento de “controle dos gastos públicos” de sua total ineficiência.
4- IPCA
Inflação de maio veio acima do previsto e o dado acumulado em 12 meses superou o teto da banda da meta de inflação do Copom.
O gráfico mostra que a inflação deste ano está acima da média de longo prazo, que equivale a uma inflação anual de 5%, muito acima da meta de 3%. A sazonalidade de queda está mantida, mas isso não é suficiente para que a inflação convirja para a meta no horizonte relevante do Copom – vamos considerar 1º trimestre de 2028.
No ano, a inflação sobe 3,2%, contra alta de 5,7% dos alimentos:


Não há dúvidas de que o qualitativo está bem ruim. O Copom tem poucos argumentos para um corte de juros, o único seria a reabertura de Ormuz e a queda relevante observada nas últimas semanas das principais commodities agrícolas. Porém, importante ponderar que o governo está gastando R$200 bilhões este ano fora da meta, um impulso considerável na economia e na inflação.
As chances de um El Niño e a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 são inflacionários.
Conclusão: seria correto uma pausa, dado o índice de difusão muito elevado. A inflação está disseminada e esse é o principal argumento para pausar os cortes.






