JUROS ALTOS E ACORDO EUA-IRÃ – MC 18/06/26
Por Anderson Nunes – Analista Político
O MERCADO AVALIA O CHOQUE DO FED E O FIM DA GUERRA NO ORIENTE MÉDIO
A estreia de Kevin Warsh no Federal Reserve trouxe um tom duro que enterrou expectativas de cortes de juros, enquanto o pacto entre Washington e Teerã acalma o mercado de energia.
A MENSAGEM HAWKISH DO FED
O novo comando do Fed sinalizou juros elevados por um período prolongado e abriu margem para novas altas, priorizando o controle inflacionário sobre o estímulo ao crescimento. Essa postura agressiva provocou a alta dos rendimentos dos títulos americanos e derrubou as bolsas globais por conta da redução da liquidez.
BC REDUZ JUROS SOB TENSÃO FISCAL
O Comitê de Política Monetária cortou a taxa Selic para 14,25% ao ano em decisão unânime, mantendo cautela sobre os próximos passos devido ao cenário inflacionário desafiador e riscos fiscais. A magnitude dos futuros ajustes dependerá de novos dados para garantir o retorno da inflação à meta estabelecida.
CLIMA TENSO NO G7
O encontro entre Lula e Donald Trump terminou em divergências públicas sobre soberania e interferências políticas, eliminando qualquer perspectiva de proximidade diplomática. Este desentendimento complica o cenário para as negociações de acordos comerciais sensíveis entre Brasília e Washington
DIPLOMACIA E ACORDOS NO ORIENTE MÉDIO
Estados Unidos e Irã formalizaram um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio, com Teerã comprometendo-se a diluir seus estoques de urânio enriquecido. Paralelamente, o Congresso brasileiro aprovou o tratado de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio para ampliar as relações comerciais.
ALCOLUMBRE E A PAUTA DO SENADO
O presidente do Senado impôs exigências políticas para discutir o fim da escala 6×1, incluindo acordos sobre relatorias e incorporação de sugestões empresariais. Simultaneamente, ele pressiona pela votação de uma proposta que altera regras de aposentadoria para agentes de saúde, medida considerada de alto impacto orçamentário para o Executivo.
RADAR CORPORATIVO
- Polícia Federal investiga esquema de vazamento de informações sigilosas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pagamentos a servidores públicos.
- O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou para o risco crescente de a União precisar socorrer financeiramente estatais não dependentes, como Correios e Eletronuclear, devido à piora em seus resultados.
- O governo federal estuda encerrar subvenções aos combustíveis, condicionado à queda dos preços internacionais do petróleo após o avanço do acordo de paz no Oriente Médio.
- O Supremo Tribunal Federal flexibilizou regras sobre a responsabilidade de plataformas digitais por conteúdos de usuários, exigindo a demonstração de diligência qualificada para configurar ilícitos.
- Petrobras confirmou o recebimento de R$ 752 milhões referentes à subvenção econômica do diesel do mês de março.
- Silvio Tini tornou-se o principal acionista do GPA após a Bonsucex Holding atingir 25,8% das ações ordinárias.
- Allos aprovou a distribuição de R$ 438 milhões em dividendos em três parcelas, com início em 02 de julho.
- Tim Brasil aprovou o pagamento de R$ 400 milhões em juros sobre capital próprio, com data ex-JCP em 23 de junho.
- Porto aprovou a distribuição de R$ 328,7 milhões em juros sobre capital próprio, com pagamento previsto até abril de 2027.
- Ultrapar e Unipar aprovaram novos programas de recompra de ações com prazos de vigência até 2027.
O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.





