Bom dia! Seguem as notícias e análises macro. Desejo a todos um ótimo dia e ótimos negócios.
1- Análise Macro: PCE (EUA)
Índice PCE – inflação oficial dos EUA – subiu 0,40% em abril, ou 4,9% anualizado. O núcleo subiu 0,24% e embora isso tenha sido o menor ganho de preço m/m no índice em cinco meses, ainda se anualiza em 2,9%.
Os preços dos bens do núcleo subiram 0,3% no mês (taxa anualizada de 3,7%) e aumentaram 2,8% em relação ao ano anterior, o que seria o maior aumento em décadas se não fosse pelo pico pós-pandemia de 2021-22.
Embora o PCE e até mesmo o núcleo tenham vindo elevados, a média aparada e a mediana, as medidas preferidas do novo presidente do Fed, estão ambas estáveis.
Os preços mais altos do petróleo ainda não se refletiram na maioria dos gastos dos consumidores, indicando que as coisas vão piorar antes de melhorar.
Acreditamos que o próximo passo do FOMC será retirar o viés de corte de juros na reunião de junho.

2- Bolsas globais
S&P subiu 0,58% e Nasdaq 0,91% ontem e fecharam novamente em cotação recorde após um relatório indicar que os EUA e o Irã “concordaram em grande parte” em estender o cessar-fogo por 60 dias.
Futuros de NY sobem em torno de 0,1%. As ações da Dell sobem 40% após a divulgação do excelente relatório de resultados da empresa. As ações de empresas ligadas ao setor espacial devolveram parte dos ganhos recentes depois que a SpaceX, de Elon Musk, reduziu sua meta de avaliação para pelo menos US$ 1,8 trilhão, segundo fontes familiarizadas com o assunto.
O mercado ignora um alerta da Exxon de que os estoques de petróleo cairão para mínimas históricas nas próximas semanas, podendo levar os preços do petróleo a até US$ 150 por barril.
3- PIB e resultado primário
O PIB veio levemente acima do previsto, mas sem aceleração, mantendo o crescimento de 1,8% trimestre contra o mesmo trimestre do ano anterior.
Como acreditávamos, com relação ao 4º trimestre, o PIB acelerou (veja nossos comentários nos relatórios de outubro do ano passado até fevereiro deste ano).
O quadro fiscal segue crítico, com aumento da dívida bruta / PIB, indicador melhor para avaliar de fato a evolução do gasto público. As projeções da Fazenda e da IFI seguem absurdamente diferentes para o longo prazo e não acreditamos de forma alguma que o atual arcabouço fiscal resolverá as finanças públicas.






