MESSIAS NO SENADO E JUROS DO COPOM – MC 29/04/26
Por Anderson Nunes – Analista Político
GOVERNO ACELERA EMENDAS PARA GARANTIR MESSIAS NO STF E MERCADO AGUARDA CORTE DA SELIC
O Palácio do Planalto intensifica a articulação política para aprovar Jorge Messias no STF enquanto o Banco Central calibra o juro básico sob a sombra da inflação global.
SENADO E STF
Jorge Messias enfrenta hoje a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sob forte pressão governista que liberou bilhões em emendas para reduzir as resistências no plenário. A incerteza sobre o apoio de Davi Alcolumbre torna o placar imprevisível e exige um esforço concentrado do Executivo para evitar uma derrota histórica na Corte. A campanha da direita pedem que Senadores faltem ao plenário e não participem da votação, considerando que o voto é secreto, seria uma forma de manifestação que de fato, não votaram a favor da indicação de Messias ao STF.
ESTRATÉGIA DE POPULARIDADE
Lula lança o Desenrola 2 com foco na classe média e suspende milhões de multas de pedágio eletrônico para tentar converter os bons números econômicos em aprovação política. O governo busca aliviar o endividamento das famílias para frear o avanço da oposição no segmento de renda que definirá a sucessão presidencial.
RELAÇÕES INTERNACIONAIS
O acordo entre Mercosul e União Europeia foi promulgado, mas enfrenta disputas internas ferrenhas pela divisão de cotas agrícolas entre os membros do bloco sul-americano. Lula critica as resistências europeias enquanto tenta equilibrar os interesses nacionais com as exigências competitivas de um mercado cada vez mais protecionista.
POLÍTICA MONETÁRIA
O Copom deve reduzir a Selic em 0,25% para 14,50% ao ano apesar das tensões no Oriente Médio que ameaçam os preços de combustíveis e alimentos. A decisão ocorre em um cenário de diretoria incompleta e ausência de nomes estratégicos no Banco Central, o que eleva a cautela dos agentes financeiros. A decisão será tomada com a participação de Galípolo e mais 5 diretores.
JUROS REFÉNS DA GEOPOLÍTICAO
O Federal Reserve deve manter as taxas hoje com um discurso endurecido de Jerome Powell pela inflação persistente e o choque de energia. A estratégia de esperar para ver ganha força pois o conflito no Oriente Médio deslocou os riscos inflacionários e adiou qualquer alívio monetário.
CHOQUE NO MERCADO DE ENERGIA
O impasse entre Washington e Teerã mantém o Estreito de Ormuz fechado e sustenta o preço do barril em patamares críticos para a economia global. Trump rejeitou propostas iniciais do Irã e sinalizou preparativos para um bloqueio portuário prolongado com o objetivo de sufocar financeiramente o regime iraniano.
RADAR CORPORATIVO
- Petrobras: A estatal planeja reajustar o preço da gasolina se o Congresso aprovar o uso de receitas do petróleo para compensar desonerações tributárias.
- Banco de Brasília (BRB): A instituição vive um impasse entre o risco de liquidação e a resistência política à privatização em meio a investigações de corrupção.
- Setor de Saneamento: O mercado entrou em fase seletiva com lances mais cautelosos em leilões devido ao endividamento elevado e juros altos.
- BNDES: O TCU questiona a indicação de membros do governo para conselhos de empresas privadas por suposto descumprimento da Lei das Estatais.
- GOL: Negou práticas anticoncorrenciais após abertura de processo no Cade por suposto alinhamento de preços com a Latam.
- SABESP: Acionistas aprovaram desdobramento de ações na proporção de 1 para 5 com ajuste na posição amanhã.
- COMPASS: Empresa planeja quebrar jejum de quatro anos sem IPOs no Brasil com oferta que pode superar R$ 5 bilhões.
O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.





